Primoz Roglic é um corredor definitivamente com malapata no Tour. A ambição do esloveno de vestir a camisola amarela em Nice esfumou-se esta quinta-feira, a cerca de 12 quilómetros do final da 12.ª etapa, devido a queda.

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O corredor da Astana, Alexey Lutsenko atrapalhou-se com uma ilha de tráfego e perdeu o controlo da bicicleta, não evitando a queda. Parte do pelotão também não conseguiu evitar o cazaque e deu-se carambola. Entre os acidentados estava Primoz Roglic.

O líder da Red Bull-Bora retomou a corrida, mas incapaz de seguir as rodas dos seus companheiros de equipa numa tentativa inicial de tentar alcançar o pelotão.

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Nitidamente combalido, equipamento rasgado a mostrar o ombro direto ferido, e o capacete com marcas de ter batido nalgum obstáculo ou no asfalto.

Roglic cortou a meta 2.27 minutos depois do pelotão, onde se incluíam todos os seus adversários diretos. A classificação geral da Grande Boucle 2024 acabou para o ciclista de 31 anos.

Disse-se que Roglic tem malapata com Tour – e com as corridas francesas -, porque nas últimas temporadas teve diversas quedas com consequências nefastas. Entre as mais relevantes, na edição de 2021 do Paris-Nice, quando caiu duas vezes numa etapa, perdendo a camisola amarela e terminando com uma luxação no ombro.

Também caiu no Tour nesse ano e também abandonou o Tour e a Vuelta em 2022 devido a mais lesões. Roglic parecia finalmente reequilibrar-se – literalmente – após um ano de 2023 sem tocar o asfalto, mas esta temporada teve mais duas quedas antes do Tour, ambas na Volta ao País Basco, a segunda, a célebre que provocou graves lesões a vários corredores, incluindo Jonas Vingegaard e Remco Evenepoel.

O esloveno até conseguiu sair do acidente com ferimentos ligeiros e preparou-se da melhor maneira para a Volta a França com redobradas ambições na sua nova e renomeada equipa Red Bull-Bora-Hansgrohe.

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Não se pode dizer que Roglic teve um início de Tour prometedor, sendo dos quatro grandes candidatos à vitória final o último, mas no início da segunda semana mantinha-se com possibilidades de visar o pódio e ainda a camisola amarela.

Quiçá presságio do que lhe aconteceu esta quinta-feira, na véspera, na etapa de Puy Mary, que acabou por ser uma batalha para a CG, voltou a cair. Derrapou numa curva na derradeira descida da etapa, quando estava em luta com Remco Evenepoel pela terceira posição na etapa.

Levantou-se e seguiu, não perdendo tempo – devido a regra dos três quilómetros-, hoje esta não lhe valeu. A queda deu-se demasiado longe da meta, mas acima de tudo, e ao que parecem indicar todos os sinais, infelizmente demasiado forte.

Fazemos todos os votos para que o esloveno possa continuar e ainda proporcione grandes momentos de ciclismo neste Tour!


Créditos da imagem: LeTour Twitter – https://x.com/LeTour/status/1811415849699508375/photo/1

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