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Partilha!X Chegou-nos às mãos a mais evoluída bicicleta de XCO da marca espanhola, que está pronta para toda a ação nos trilhos. O nosso teste à versão 9.5, com travões e transmissão Shimano XTR. Melhorar algo que já não é nada mau nunca é fácil. Contudo, no caso desta geração 2024 da BH Lynx Race, há efetivamente melhoria. No sistema de suspensão total Split Pivot que a marca tem feito evoluir ao longo dos anos, na reatividade da bicicleta nos trilhos, na diversão que ela nos proporciona…PUB E é fácil gostar de andar neste modelo talhado para o XCO. Aliás, é o feedback constante da equipa BH Coloma, que anda “a fundo” na Taça do Mundo (com David Valero “à cabeça”), que permite ajustar tudo o que se passa com o desempenho da bicicleta, pelo que refere a BH. Não só na geometria e no Split Pivot, também nos componentes e acessórios que encontramos neste modelo. Neste caso, a versão que recebemos para teste foi a BH Lynx Race 9.5, que é a que traz transmissão mecânica Full XTR, travões também XTR e um par de rodas “da casa” de que falamos mais à frente. A juntar a isso, tivemos direito a alguns itens que estão nas bicicletas da equipa e não na versão de série… LYNX RACE | THE NO 1 BIKEWatch this video on YouTube Falamos especificamente de algo que os prós da Taça do Mundo parecem não querer dispensar: o espigão telescópico. Nesta versão 9.5 não vem de série como inicialmente pensámos, está aqui por esta ser uma versão otimizada para os atletas da equipa (normalmente temos nesta bicicleta uma espigão normal de 420 mm em carbono, o BH Evo Carbon).PUB E vale a pena ter espigão telescópico? Se competirmos em XCO, sim, porque os circuitos estão cada vez mais técnicos e há descidas em que haverá vantagem em não ter o selim ali a “estorvar” de tão alto que está. Contudo, para os compradores portugueses desta bicicleta, que na sua maioria não entram em competições, ter um espigão telescópico poderá ser algo perfeitamente dispensável e que apenas vem acrescentar peso a uma bicicleta que, de série, ronda os 11 kg. PUB Split Pivot a evoluir É neste sistema de suspensão total que funciona em harmonia com o quadro em carbono da BH Lynx que a marca tem centrado atenções no desenvolvimento. Há ajustes e evoluções, é um facto, mas a fórmula continua a mesma: conseguir ter um sector traseiro da bicicleta que transmita bem a potência da pedalada para a roda traseira. Aqui, três pontos que sentimos acontecer no terreno e que batem certo com o que a BH apregoa nesta nova geração da Lynx Race. Primeiro, a forma como cada vez que travamos com força não sentimos que isso influencia o que se passa na parte de trás da bicicleta em termos de amortecimento, evitando o “roubo” de eficácia. Até porque os travões XTR da Shimano mais uma vez surpreendem pela positiva e pela forma acertiva como param a bicicleta na dose certa. Disco de 180 mm à frente e 160 mm atrás, como “mandam as regras” neste segmento. Continuando, o segundo ponto está relacionado com as dimensões compactas de todo o triângulo traseiro, com escoras curtas que trazem mais reatividade, especialmente a subir, e com 35% de rigidez a mais na ligação ao braço oscilante (face ao modelo antecessor).PUB Terceiro ponto: o modo otimizado como toda esta secção posterior desta BH se relaciona com um quadro que foi ajustado na geometria para dar resposta ao que os trilhos de XC “pedem” nos tempos que correm… O reach está mais extenso, o ângulo da direção mais aberto, o tubo de selim mais vertical. Confessamos que pode não ser fácil “entrar” de imediato numa estrutura de base como esta: bicicleta mais curta, centro de gravidade mais baixo, posição mais direita e ao mesmo tempo racing… Mas ao fim do primeiro dia sentimos que nos começamos a adaptar e, a partir daí, sentimos claramente os benefícios. Amortecer sem comprometer performance Relacionado com isto está o facto de estes ajustes de geometria visarem termos na bicicleta uma suspensão frontal de 120 mm e ainda assim se conseguir um bom desempenho e andar rápido nas pistas. Esta “afinação”, contudo, permite que esteja presente uma suspensão tão eficaz quanto esta Fox 34SC Factory de apenas 100 mm, que têm um ponto intermédio de ajuste que limita o curso a cerca de 60 a 70% da sua capacidade, parece-nos. Pode andar totalmente desbloqueada, para descer, ou totalmente bloqueada, mas pelo meio está este patamar que se revela muito útil para as partes de subida mais atribuladas por pedras, raizes, regos, gravilha. Os mesmos níveis de bloqueio servem para o amortecimento traseiro, igualmente em bom plano e a ler bem o terreno. Shimano XTR Olhar para o desviador e ver XTR faz-nos ficar confiantes que vai correr tudo bem ao nível da transmissão, como sempre. É um grupo mecânico, como sabemos, o mais fiável, leve e “certinho” da marca nipónica e, geralmente, não falha. Uma cassete 10/51t, como seria de esperar, combinada com um prato 34t que não poderia deixar de estar presente para uma abordagem mais rápida e musculados aos trilhos de BTT. Mas nem tudo são “rosas”, claro, numa bicicleta que nos parece demasiado cara, e isto falando desta versão 9.5. São 7.299 euros em que ficam de fora “argumentos” como uma transmissão eletrónica (está presente noutras versões nesta gama, é verdade, e até com preços mais baixos…) ou como um par de rodas um pouco mais leves e topo de gama. Não que estas BH Evo Carbon Tubeless de carbono, com 30 mm de largura, não nos satisfaçam. Pelo contrário. Todos queremos ter rodas muito leves e de marcas conceitudadas, mas refira-se que, por vezes, as próprias marcas montam nas suas bicicletas modelos capazes de dar bem conta do recado. É este o caso, na verdade, apesar de sentirmos que o preço global destoa um pouco do “bolo” de material completo. Por outro lado, e mais uma vez seguindo a lógica adotada pela maioria das bicicleta de XC e XCO do momento, os pneus que vêm de origem são cada vez mais largos. Maior surpresa ainda é estarem por aqui uns Pirelli Scorpion XC M, que tão bem se portam. Atenção que não são “mestres” a rolar como outros que conhecemos, mas são 2.40” e ajudam a explicar o maior clearance que encontramos neste quadro, que tem nessa medida precisamente o máximo de largura que aceita. Se pensarmos apenas em tração nos single tracks mais empedrados e enlameados, a subir, então a escolha é acertada. Os ‘pormenores’ contam… Por fim, os “pormenores”. Nota para o kit de ferramentas e outros itens de reparação Fit, vendido em separado, que segue dentro da caixa de direção, isto numa altura em que bicicletas de XC em carbono já trazem compartimentos no tubo diagonal… Também para o selim Prologo incluído, que mais uma vez confirmamos como sendo “competente”. E o cockpit, curto, largo e responsivo, que assenta principalmente no guiador BH Evo Carbon Top Flat de 760 mm… As cablagens passam todas por dentro dos tubos, com especial atenção para o sistema de entrada dos cabos na secção da direção. Mas há mais. Como herança das mais recentes bicicletas de estrada da marca, o parafuso de ajuste da altura do espigão está totalmente ocultado e integrado no quadro, sem sinais de qualquer abraçadeira de aperto. Por outro lado, as alterações de geometria do quadro, ainda que ligeiras, fazem com que agora seja possível alojar duas grades de suporte e dois bidons em simultâneo. Isso pode ser feito com um adaptador fornecido com a bicicleta. O nosso veredicto Na prática, nos trilhos mais técnicos, esta Lynx Race continua a transmitir as sensações boas que as bicicletas de XC da BH têm transmitido ao longo das três gerações mais recentes: leveza, rigidez, reatividade. Não são perfeitas e, tal como nesta 9.5, para ter componentes e periféricos de topo é preciso pagar bastante. Mas é verdade que se trata de uma máquina com ADN de competição e que vem “chave na mão” caso se queira entrar nas provas mais exigentes e “renhidas”. Para as voltas do fim de semana, que é o que mais interessa quase sempre, é sinónimo de ficarmos bem servidos. Tão bem servidos quanto nos consegue servir uma boa bicicleta de BTT acima dos 7.000 euros. Bom quadro, bom amortecimento, boa transmissão e travões. Ficha técnica da BH Lynx Race 9.5: Quadro: Lynx Race Carbon, EC Layup, Acros ICR, PF92, 148×12, UDH // Amortecedor: Fox DPS Evol Factory , 190x40mm, DCM, DRM, CMF // Suspensão frontal: Fox 34SC Factory Push to Lock Kabolt 100 mm // Transmissão: Shimano XTR 12x (cassete Shimano 9100 10/51 e prato Race Face Next SL 34, 175 mm // Travões: Shimano XTR (discos de 180 e 160 mm) // Rodas: BH Evo Carbon Tubeless, 30mm, 28H // Pneus: Pirelli Scorpion XC M 2.4/ XC H 2.4 // Guiador: BH EVO Carbon Top Flat 760mm, 10mm Rise // Espigão: BH EVO Carbon 31,6mm 420mm (na versão testada, um BikeYoke Divine SL) // Selim: Prologo Scratch M5 Nack // Peso: 11,2 kg // Preço: 7.299 euros Site oficial: www.bhbikes.com/pt Todas as fotos (clica/toca para aumentar): Pormenores (clica/toca para aumentar): Neste teste: Texto: Jorge D. Lopes e Nuno Granadas Fotos e vídeo: Jorge D. Lopes e Nuno Margaça Rider em ação: Nuno Granadas Caso detetes algum erro ou tenhas informação adicional que enriqueça este conteúdo, por favor entra em contacto connosco através deste formulário.
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