Em 26 de março, a UAE Emirates confirmou que Tadej Pogacar iria estrear na Paris-Roubaix, no dia 13 de abril. O esloveno diz que decidiu sozinho a participação na clássica francesa, apesar da perigosidade do Inferno do Norte, revelou o corredor da UAE Emirates durante uma conferência de imprensa de antevisão da Volta a Flandres, que disputará no próximo domingo, dizendo querer “viver sem arrependimentos”. 

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“Não sou corredor profissional para me aborrecer. Quero descobrir todas as suas facetas. Em fevereiro [quando reconheceu o percurso da Paris-Roubaix], senti-me muito à vontade”, declarou o esloveno em Waregem (Bélgica).

“Podemos pôr em risco a nossa época numa prova como a [Paris] Roubaix, mas não me parece que seja mais perigosa do que uma chegada ao sprint nas primeiras etapas da Volta a França. Vejam a Strade Bianche [onde caiu] ou os últimos 15 quilómetros da Milão-Sanremo… corremos sempre riscos”, afirmou Pogacar. 

“Se alinharmos numa corrida temendo as eventuais consequências, desperdiçamos demasiada energia. Não vale a pena pensar nisso”, reforçou o vencedor da Volta a França em 2020, 2021 e 2024. 

“Deixem-me descobrir esta clássica formidável. […] Aquilo que as pessoas disserem de mim [depois do final da carreira] importa-me pouco. Aquilo que eu quero é divertir-me na bicicleta e não ter arrependimentos”, concluiu. 

Aos 26 anos, Pogacar conta já com sete monumentos no palmarés: quatro Voltas à Lombardia (2021-2024), duas Liège-Bastogne-Liège (2021 e 2024) e uma Volta a Flandres (2023), sendo o ciclista no ativo com mais triunfos nestas clássicas, a par de Mathieu van der Poel, que venceu a Milão-Sanremo deste ano. 

“Ansiava participar nesta prova”, insistiu Pogacar, um dia depois de ter batido vários recordes de setores de empedrado da Paris-Roubaix em treino. O esloveno justificou a performance por ter vento de costas e que, em alguns momentos, percorreu os troços atrás de uma moto. 

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Já este domingo, o campeão mundial vai tentar desempatar no número de monumentos com Mathieu van der Poel, na Volta a Flandres, assumindo que vai tentar evitar um sprint como o que aconteceu na recente Milão-Sanremo. 

“É preciso tornar a corrida o mais difícil possível. Conto com a minha equipa para isso”, revelou o esloveno, que terá o português António Morgado entre os colegas que o apoiarão nos 269 quilómetros entre Bruges e Oudenaarde. 

Crédito da imagem: UAE Emirates Twitter – https://x.com/TeamEmiratesUAE/status/1903185316766421313/photo/2

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