Matteo Jorgenson (Visma-Lease a Bike) não escondeu que a decisão de não atacar Neilson Powless e levar a decisão da clássica Através da Flandres para o sprint foi errada.

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“Fizemos uma grande corrida até 10 km do final. Tomámos a decisão de fazer um sprint com o Wout [Van Aert], mas temos de ser honestos: foi um erro. Também subestimámos o Neilson, por isso tiro-lhe o chapéu. Parabéns, fez um grande sprint”, disse o norte-americano após a corrida. 

Questionado sobre a velocidade do seu compatriota, Jorgenson afirmou não estar surpreendido. “Não, não diria que é uma surpresa. Eu conheço o Neilson, sei o quão rápido e explosivo é. No carro [da equipa, o diretor desportivo], a decisão foi manter o ritmo em vez de atacar. É uma escolha que fizemos, porque não estávamos totalmente confiantes sobre a vantagem que tínhamos para o grupo perseguidor a certa altura. Afinal, foi a decisão errada”, admite o vencedor da Paris-Nice. 

“A cerca de 10 quilómetros do final, tomámos a nossa decisão. O Powless ajudou-nos sempre nos revezamentos. Mas estávamos muito nervosos por causa do vento contrário e que o grupo de trás pudesse alcançar-nos. Por isso, decidimos usar o Tiesj [Benoot] e eu e jogar um pouco mais com o Wout. Como disse, foi um erro. Nove em cada dez vezes, pensas que o Van Aert ganha aquele sprint. Foi o que pensámos”, concluiu. 

Benoot: ‘Devíamos ter atacado’

O terceiro elemento da Visma, Tiesj Benoot também se referiu às incidências da corrida que terminou mal. «Há deceção, claro. Mas também é um grande alívio termos conseguido aplicar novamente as nossas táticas. Penso que as executámos quase na perfeição… até à meta. Decidimos apostar no sprint com Wout, mas talvez tenha sido também a nossa maior fraqueza. Depois do que aconteceu aqui no ano passado [queda grave de Van Aert], todos queríamos ganhar. Em retrospetiva, deveríamos ter atacado Nielson nos últimos 5 quilómetros», admitiu o belga. 

“É bastante claro. Em nenhum momento pensámos que o Nielson poderia vencer o Wout num sprint. Nos últimos 10 quilómetros, não parecia possível. Estávamos convencidos da nossa estratégia. Quando se termina em segundo, terceiro e quarto, obviamente que se quer ganhar. Devíamos ter ganho. Mas há muitas equipas que devem estar mais desapontadas do que nós”, disse Benoot. 

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“Estávamos confiantes, mas o Nelson é um ciclista muito forte. Não é lento no sprint e esforçou-se menos do que nós durante a fuga. Colaborou no final, mas sempre um pouco menos. Talvez tenhamos levado a situação um pouco de ânimo leve. Nunca tivemos sequer um minuto de vantagem sobre o grupo perseguidor, por isso tivemos de colaborar. Mas nos últimos 5 quilómetros, deveríamos ter atacado, isso é certo. Acho que todos queríamos ver o Wout ganhar. Se repetissemos a corrida, poderíamos cometer o mesmo erro novamente”, acrescentou. 

Crédito da imagem: Visma Lease a Bike Twitter – https://x.com/vismaleaseabike/status/1907453400351908181/photo/3

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