Podemos dizer com todas as letras e palavras que a Beeq S950 Carbon, e-bike de montanha made in Portugal, é uma verdadeira “máquina” nos trilhos e está perfeitamente à altura das suas principais concorrentes neste segmento das elétricas!

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Há coisas fantásticas neste e-BTT, mas também é verdade que há algo a melhorar, especialmente em alguns componentes que “merecem” um upgrade, apesar de fazerem com que o preço permaneça em patamares muito apetecíveis. Custa 3.699 euros.

Então, antes de aparecer aqui no GoRide e no nosso canal de YouTube o teste a este modelo da Beeq, deixamos aqui um trio de aspetos a ter em conta (pela positiva!) por parte de quem tem no trail o seu passatempo preferido em cima de uma e-bike.

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O controlo!

Tudo o que está no cockpit desta Beeq transmite boas sensações e, por isso, faz com que nos sintamos em perfeito controlo da bicicleta. A começar pelos punhos Ergon GA30 e a continuar com o guiador FSA Grid Low Riser de 800 mm.

Boa combinação entre guiador e avanço de 50 mm, também da FSA, e isso faz com que também se sinta que o quadro em carbono está igualmente equilibrado, junto com as rodas em configuração mullet (roda 29” à frente e 27,5” atrás).

O amortecimento!

Aqui só há elogios, no capítulo das suspensões. Falamos da suspensão frontal Rockshox Pike Select com 140 mm de curso e do amortecedor Deluxe Select+ também da Rockshox e com 55 mm. 

À frente, excelente desempenho. A suspensão “perdoa” bastante e tem se mostrado à altura tanto de uns bons saltos como de uns boas sectores de pedra solta.

Atrás, talvez devido à colocação do amortecedor na vertical neste sistema de suspensão total, sentimos que a bicicleta vai amortecendo na dose certa, sem se perder o equilíbrio que já vem de toda a estrutura em carbono.

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O motor (e a bateria)!

Para uma e-bike com estas característica era preciso um propulsor elétrico minimamente poderoso, certo? Neste caso, apesar de não estar mais avançado que outros que já experimentámos, o Brose Drive S Mag de 90 Nm debita força suficiente para tudo o que é preciso na montanha.

Não é demasiado barulhento (também não é o mais silencioso) e na maior parte das vezes as transições do pedal para o motor não se revelam bruscas de mais. Dentro da média.

A bateria de 630 Wh vai ser suficiente para o que se pretende fazer com um modelo deste género. E o facto de podermos tirá-la do quadro e carregá-la longe da bicicleta é sempre uma vantagem.


Mas atenção que há também alguns pontos a melhorar na Beeq S950 Carbon. Pontos que veremos com mais detalhe em breve, na review completa, mas sobre os quais deixamos já aqui indicações.

Até agora sentimos que as rodas podem ser um desses pontos e que merecem um upgrade, de certa forma. São em alumínio e são verdadeiros “tanques”, prontas para aguentar “pancada” a todos os níveis. Mas os mais exigentes irão desejar mudar para um par em carbono, eventualmente, e até porque isso permitirá reduzir o peso da bicicleta, que é significativo (ronda os 26 kg).

Depois, a transmissão. Vem de origem nesta e-bike um conjunto de entrada de gama, meste caso um mix entre componentes Sram NX e SX. Escusado será dizer que há grupos bem mais funcionais e fiáveis dentro do portfólio da Sram.

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